O Sobrado em foto de 1911.
Fonte: APM

O sobrado da foto acima foi construido pelo Engenheiro italiano Carlos Antonini para sua residência no ano de 1898. Em estilo eclético, ele é um dos únicos exemplares ainda existentes em Belo Horizonte construidos no Século XIX. Ele está situado na Rua da Bahia com Bernardo Guimarães e já foi, além de residência, sede da inspetoria da Guarda Civil de Belo Horizonte e parte da Escola Ordem e Progresso. Atualmente o sobrado é utilizado pelo DETRAN.
Nos primeiros anos da capital a Rua da Bahia tornou-se o principal ponto de concentração da elite, concentração que durou até meados dos anos 20. O sobrado foi um edifício construido para a função residencial que, ao longo do tempo, sofreu alterações em sua forma interna para adequa-lo às funções atribuidas a ele em diversas épocas. O sobrado é uma relíquia que sobreviveu as grandes mudanças ocorridas no espaço urbano da capital, que derrubou a quase totalidade das primeiras casas e sobrados construidos e que só se manteve “em pé” devido a alteração de sua função inicial.

O Sobrado atualmente.
Foto: Rodrigo Eyer Cabral
Fonte: Acervo MHAB

A Praça da Liberdade foi construída entre os anos de 1895 e 1897 pela Comissão Construtora da Nova Capital no local denominado Alto da Boa Vista, região destinada a abrigar o Palácio Presidencial juntamente com as Secretarias de Estado de Minas Gerais. Na foto acima, na verdade um Cartão Postal datado do inicio do Século vemos os edificios construídos pela CCNC destinados às Secretarias de Estado de Finanças e do Interior. Quase no centro da foto está um monumento rememorando o Pico do Itacolomi que posteriormente foi demolido. Ao fundo as montanhas da zona suburbana atualmente ocupadas pelos bairros Cidade jardim, Luxemburgo e Gutierrez (Avenida Raja Gabaglia). A escassez de pessoas é digno de nota pois a nova capital ainda não tinha população suficiente para povoar toda a sua área urbana. A Praça nesse periodo é a imagem da nova capital no inicio do Século, uma capital vazia.
Fonte: APM

O Estabelecimento Industrial Mineiro localizava-se na Rua da Estação, atual Aarão Reis. Já demolido, o prédio, um dos primeiros estabelecimentos industriais de Belo Horizonte se instalou nas proximidades da Estação Central, assim como a Companhia Industrial de Belo Horizonte, A Industrial e a Serraria de propriedade de Garcia de Paiva & Pinto, incentivadas pelo Decreto Nº1516 de 1902 que regularizou a instalação de indústrias na cidade. Além das áreas ocupadas pelas indústrias citadas perto da Estação outras se estabeleceram no Barro Preto, áreas indicadas pelo Governo para exercer tal função. As primeiras indústrias estabelecidas em Belo Horizonte deixaram marcas na configuração do espaço e na paisagem até os dias atuais, marcas do capitalismo nos primórdios da nova capital.

Estabelecimento Industrial Mineiro nos anos 30.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.

Na foto, tirada na fase inicial da capital podemos ver a Capela do Rosário recém inaugurada, as primeiras casas comerciais e residênciais da nova capital, ao longo da Avenida Afonso Pena. Vemos também a Avenida do Comércio, atual Santos Dumont e parte da rua São Paulo. Ao fundo as áreas ocupadas atualmente pelos bairros Gutierrez, Barroca e Prado.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.

As Oficinas do Conde de Santa Marinha localizavam-se nos limites da Zona Urbana, na Avenida do Contorno nas proximidades da Praça da Estação. Anexo a eles está à casa construída pelo Conde para sua moradia, porém por pouco tempo, pois o Conde faleceu poucos anos após a inauguração da capital. Os galpões foram posteriormente utilizados como armazém pela Central do Brasil. Ainda existentes, em parte escondidos pelo Viaduto da Floresta eles atualmente passam por uma reforma para serem utilizados como um espaço destinado à cultura e eventos.
O pensamento do legislador mineiro, quando decretou a mudança da capital, foi criar uma cidade que não primasse somente pela sua beleza topográfica, pela sua arquitetura, pela sua higiene e por tudo quanto constituem o ideal moderno de um núcleo populoso. A cidade imaginada devia servir também de espelho, onde reflectissem as grandezas do Estado”. Bernardo Pinto Monteiro em relatório do ano de 1900.


Antigo prédio dos Correios, concluido em 1906 e construido pelo governo federal. Era uma das jóias da arquitetura estilo "Beaux-Arts" da nova capital.
Fonte: APM

Na virada do Século a Cidade de Minas contava com cerca de 13.500 habitantes. Era uma cidade moderna e vazia, com muitas obras ainda por se realizar e concluir. A Prefeitura fazia a sua parte calçando ruas e construindo sargetas, rede de esgoto, abastecimento de água etc: essas obras eram necessárias para estimular a imigração e povoar a capital além de incentivar o comércio e a indústria. Pleiteava-se também a abertura do ramal férreo do Paraopeba, para o escoamento dos produtos produzidos nessa região para a capital e a facilitação da comunicação com os municípios e a abertura do ramal da EFOM. Nessa época já existia um ramal da Central do Brasil construído em 1895 ligando Sabará a nova capital para facilitar o transporte de produtos para a sua construção e o ramal continuava sendo utilizado, sendo o mais importante meio de transporte para a capital. Já a estrada de rodagem para Villa Nova de Lima se encontrava em estado precário, precisando urgentemente de reparos.
Mas para a realização de tais benfeitorias era necessário driblar a crise econômica que se encontrava o país nessa época e que inevitavelmente atingiu a capital, obrigando a Prefeitura a paralisar diversas obras em andamento e a contrair um empréstimo no exterior para continuar os investimentos nas obras inadiáveis. Devemos lembrar que a ocupação da área urbana delimitada pela Comissão Construtora foi feita por setores, sendo priorizada para as melhorias a área central e o bairro Funcionários.
Foi estabelecido em Março de 1900 um plano de metas para a melhoria da infra-estrutura urbana. Os planos eram, entre outros:
- Construção do edifício destinado a sede da Prefeitura.
- Conclusão do Reservatório do Cercadinho, na Rua Carangola.
- Emplacamento das ruas.
- Canalização do Arrudas, na Praça da Estação.


Foto de 1902 onde se vê a Avenida Afonso Pena já aberta desde a rua Guajajaras até a Avenida Brasil. Podemos ver também o Córrego do Acaba Mundo cruzando a avenida em direção ao Parque Municipal e o antigo Fórum, atual Instituto de Educação. Ao fundo o Morro do Cruzeiro e a Serra do Curral.
Fonte: BH Nostalgia

Nessa época já se encontrava em funcionamento o Mercado Municipal, edificado no local da atual Rodoviária. Anexo a ele existiu um rancho de tropas para acomodação dos tropeiros que traziam mercadorias de diversas partes do Estado. O Matadouro localizado na área suburbana, mais precisamente na foz do Córrego da Serra, na Avenida dos Andradas ainda atendia a população de Belo Horizonte e por hora não havia necessidade de mexer em suas instalações.


Primeiro Mercado Municipal da nova capital que ficava no terreno da atual Rodoviária. Foto de 1900.
Fonte: APM

A denominação dada para a capital - Cidade de Minas acabou não agradando, nem a políticos, nem à população. Foi então sancionada em 1901, pelo presidente do Estado Silviano Brandão, uma lei que mudava o nome da capital para Belo Horizonte. Uma modesta homenagem, mesmo que conveniente ao arraial que existiu no mesmo local da nova capital que ainda guardava os seus últimos resquícios. Outro motivo para a mudança do nome da capital era o fato de que o distrito e a comarca ainda se chamavam Belo Horizonte, então não se justificaria manter os dois nomes pois isso causaria problemas desnecessários para o governo e população.
Em 1902 foi baixado um decreto facilitando a aquisição de terrenos na área compreendida entre as avenidas Contorno, Cristovão Colombo, Itacolomy (Barbacena) e Amazonas no Barro Preto para o estabelecimento de indústrias. Toda essa área foi então considerada suburbana, contrariando a planta de Aarão Reis no que diz respeito às zonas mas era necessária a instalação de indústrias dentro da zona urbana para alavancar a economia de Belo Horizonte. Já existia, recém inaugurada uma fábrica de sabonetes na esquina da Rua Tomé de Souza com Rua Paraíba além de outras pequenas fábricas espalhadas pela zona urbana. Essa delimitação foi uma tentativa da Prefeitura de organizar o espaço, na tentativa de controlar e organizar a sua ocupação. O prefeito interino Antônio Carlos Ribeiro de Andrada registrou em seu relatório de 1906 que “o futuro de Belo Horizonte está na dependencia completa das industrias que aqui se installem”. Nas proximidades da Praça da Estação instalou-se a Companhia Industrial de Belo Horizonte e a Serraria de propriedade de Garcia de Paiva & Companhia (Serraria Souza Pinto), além de destilarias e fábricas de alimentos, cigarros, móveis etc: destinadas à atender a crescente população da capital. Data de 1906 a construção da fábrica de tecidos na Praça da Estação, prédio ainda existente como podemos ver na foto abaixo.


Companhia Industrial de Belo Horizonte, às margens do Ribeirão Arrudas em 1910.
Fonte: APM


Prédio da antiga fábrica nos dias atuais (104 Tecidos).
Fonte: Foto do Autor


Serraria Souza Pinto no inicio do Século XX.
Fonte: APCBH

A delimitação de uma área para as indústrias surtiu efeito pois no final da década Belo horizonte já se encontrava em segundo lugar em produção textil do Estado, além de pequenas fabricas espalhadas pelas zonas urbana e suburbana.
Em 1909 era delimitada no Barro Preto uma área para a construção de um bairro operário entre as avenidas Paraopeba, Cristóvão Colombo, 17 de Dezembro (Contorno), Rio Grande do Sul e Itacolomy (Barbacena). O interessante é que anos antes a Prefeitura tinha extinguido o bairro de cafuas que existia ali datado do período de construção da capital, criando então nas proximidades do Calafate um novo bairro – ler "Os primeiros anos da Cidade de Minas". Essa volta dos operários tornou-se necessária a partir do momento que as indústrias passaram a se instalar no Barro Preto, necessitando então de mão de obra barata e que morasse nas proximidades.

Energia Elétrica e Bondes

A capital já contava, na virada do Século com energia elétrica e o seu uso era limitado devido a precariedade do serviço. Ela provinha da Usina de Freitas, que existiu nas proximidades da atual ETE Arrudas. Na necessidade de melhoria deste serviço a Prefeitura decide em 1900 melhorar a capacidade da Usina pois pretendia instalar o serviço de Bondes elétricos na capital o mais breve possivel. Para acelerar o processo e viabilizar o serviço o mais rápido possivel a Prefeitura decide no inicio de 1901 que “antes da captação de nova força, não dará mais ligações de luz, visto reservar o excesso, aos serviços de bondes”.
O serviço de Bondes elétricos havia sido inaugurado em 1902 com as linhas concentradas no centro e no bairro Funcionários. Posteriormente ela foi estendida para a zona suburbana e o Matadouro, tornando-se necessária a duplicação dos trilhos já no final da década devido ao aumento significativo de passageiros.
Em 1906 a Prefeitura adquire a Cachoeira do Rio de Pedras para a construção de uma usina destinada ao abastecimento da capital que, com o crescimento populacional aliado as melhorias urbanas necessitavam cada vez mais de energia elétrica para atender as indústrias, transporte e iluminação publica e residencial. O problema de energia era tão grave que em 1905 o Arrudas, então na época das secas tinha diminuído o seu volume d’água obrigando a Prefeitura e diminuir as viagens diárias dos Bondes, devida a falta de energia elétrica suficiente para a normalidade dos serviços. No mesmo ano os Bondes pararam por 15 dias para a reparação de um motor elétrico na Usina de Freitas.
Em 11 de Maio de 1909 é inaugurada a distribuição da energia elétrica produzida na Usina do Rio de Pedras, resolvendo o problema de energia que atormentava Belo Horizonte e atrapalhava em parte a consolidação da indústria na capital.
Nos últimos anos da década Belo Horizonte já apresentava diversas ruas calçadas na área central, no entorno da Praça da Liberdade e no bairro Funcionários. As colônias agrícolas estavam cada vez mais povoadas e novos bairros iam surgindo na zona suburbana. As principais ruas dessa zona que se encontravam ainda na planta começaram a ser abertas. O abastecimento de água e os serviços de esgotos e coleta de lixo iam se regularizando e já existia um serviço telefônico de curta distância.
No final de 1910 a capital já contava com uma população de 29.619 habitantes, um crescimento acima de 15% ao ano. O espaço urbano se consolidava e com ele começava a surgir problemas devido ao rápido crescimento populacional além dos investimentos necessários para dar suporte a esse crescimento terem sido menores devido à crise econômica da década.


Companhia de Luz em 1910. O prédio localizava-se no local da atual subestação de energia da Cemig na Avenida Afonso Pena.
Fonte: BH Nostalgia


Parte de Belo Horizonte em 1910 a partir do Parque Municipal. Vê-se na foto parte do bairro Funcionários, a Igreja Sagrado Coração de Jesus e a Escola Normal. No fundo a Serra do Curral e parte do caminho para o Acaba Mundo.
Fonte: BH Nostalgia
Sobrado que existiu na Rua General Deodoro e que abrigou o escritório da CCNC e provisoriamente a Prefeitura até 1898.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Uma capital vazia

A Cidade de Minas, primeiro nome da nova capital contava, na época de sua inauguração com cerca de 12 mil habitantes, desde funcionários públicos, comerciantes, operários que trabalharam na sua construção e alguns moradores do antigo arraial, estes concentrados nas áreas suburbanas. A capital havia sido inaugurada às pressas, com vários edificos públicos e particulares inacabados além de ruas e avenidas ainda por se abrir. O espaço urbano estava se consolidando e toda a estrutura necessária para tal como o abastecimento de agua, redes de esgoto, calçamento de ruas e transporte público estavam em estágio embrionário. A Prefeitura, sem um edificio definitivo, funcionava provisoriamente no sobrado da Rua Marechal Deodoro, sobrado que também abrigou o escritório da CCNC. Diversas pontes substituindo as “pinguelas” sobre os córregos e necessárias para dar seguimento as aberturas das ruas da zona urbana ainda estavam sendo construidas. As ruas largas e o vazio constante da cidade causavam estranhamento em quem chegava de fora tanto para estabelecer residência quanto para quem visita-lá, como lemos nas palavras de Tristão de Ataíde:
As casas perdidas nas ruas. O silêncio. Bondes. (...) Os grandes colégios. E as ruas vazias, as enormes ruas vazias, pelas quais passava, ainda, o eco de Nabuco a perguntar a João Pinheiro, quase chegando ao Palácio da Liberdade: Quando começa a cidade?”

Avenida Afonso Pena nas proxmidades do Parque Municipal nos primeiros anos da capital.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.

Ao observar as fotografias desse período tem-se a impressão que os moradores da nova capital, um dos principais formadores do espaço urbano simplesmente desapareceram ou não saia às ruas para não alterar a imagem que o fotografo queria registrar naquele momento. Na verdade não existia população suficiente ainda para habitar as áreas delimitadas pelo projeto da nova capital. Os postais e fotografias desse período nos mostram um grande “vazio” na nova capital, uma cidade sem habitantes. Esse “vazio” durou até meados dos anos 20, quando então a cidade passa a crescer rapidamente.

Bairro Santa Efigênia em formação.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.

Grande parte da população se fixou inicialmente na parte mais desenvolvida da cidade, nos bairros Comercial e Funcionários, pois era nesses bairros e no seu entorno que funcionava o comércio e os serviços públicos, áreas delimitadas pela CCNC para a primária expansão urbana. Os operários e a população menos abastada se encontravam fixadas no Barro Preto, nas imediações da Rua Sapucaí e no Leitão, dentro dos limites da área urbana, mas foram retirados dessas áreas ainda nos primeiros anos da nova capital. É importante salientar que as áreas planejadas dentro dos limites da Avenida do Contorno, em relação às residências, foram em grande parte designadas e vendidas para os profissionais liberais, comerciantes e funcionários públicos. Então às margens da Avenida do Contorno foram surgindo núcleos populacionais fora do planejamento oficial. Acreditava-se que os problemas sociais seriam evitados com a retirada dos operários após a conclusão das obras, o que na prática não ocorreu. Os operários, em meio às obras ainda pendentes (como já foi dito anteriormente a cidade foi inaugurada em meio as obras inacabadas) não foram retirados e, sem lugar para ficar, formaram favelas na periferia da cidade juntamente com parte dos antigos moradores do Curral del Rey que optaram por não se retirarem para áreas mais afastadas.

Pintura existente no Museu Abilio Barreto retratando o aglomerado que existiu acima da Estação, nas proximidades da Rua Sapucaí.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

As palavras de Bernardo Pinto Monteiro em 1900 confirmam o que foi descrito acima em relação à expulsão da população pobre da dita área urbana: “A extinta Comissão Construtora teve necessidade de permitir que os operários estabelecessem na zona urbana grandes núcleos de cafuas, com a condição, que alias não foi cumprida, de serem as mesmas demolidas, logo que para aqui se transferisse o governo. Com a maior prudência e critério já consegui remover todas quantas existiam, nesta cidade, menos uma grande parte das do Córrego do Leitão”.
Uma parte da população foi então instalada no Calafate, afastando-os consideravelmente da área urbana, resolvendo assim um “problema” existente desde os tempos da Comissão.
Ao contrário do que previa inicialmente a planta da nova capital, foi fundada em 1898 nas áreas suburbanas diversas colônias agrícolas com terrenos maiores do que o previsto pela CCNC. A área suburbana seria uma transição do espaço urbano para o espaço rural, porém as colônias agrícolas vieram a retardar em algumas décadas essa idéia. Grande parte dos bairros que conhecemos atualmente e que fazem limite com a Avenida do Contorno originaram-se dessas Colônias, e estas ocupavam as áreas das antigas Fazendas que circundavam o arraial do Curral del Rey, um tema que será abordado posteriormente.

Vista do Bairro Funcionários e casas remanescentes do arraial a partir da Praça da Estação.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Vista do arraial de Belo Horizonte, antigo Curral del Rey no ano de 1894. A foto foi tirada em um local acima da atual Avenida Brasil e nela podemos ver o arraial praticamente intacto, destacando-se a antiga Matriz da Boa Viagem, a Capela do Rosário e a Capela de Santana, demolida em 1894 e que ficava nas proximidades da Praça da Liberdade.

Rios Invisíveis da Metrópole Mineira

gif maker Córrego do Acaba Mundo 1928/APM - By Belisa Murta/Micrópolis